Eve Mosher e a High Water Line

18fev09

por Daniel Toledo

linha1

As relações estabelecidas entre pessoas, territórios e recursos naturais sempre perpassaram a obra da artista e norte-americana Eve Mosher, que transita com desenvoltura entre linguagens como o desenho, a criação de objetos e a realização de performances. Em 2006, contudo, ela decidiu ampliar a escala dos seus trabalhos, voltando-se a projetos realizados em espaços civis de convivência e engajados em questões ecológicas específicas. Segundo a artista, as performances realizadas em espaços públicos parecem gerar um interesse especial nos “espectadores”, despertando simpatia, conhecimento e compreensão sobre as questões sócio-ambientais presentes em cada criação.

A performance-instalação High Water Line, realizada em 2007, por exemplo, buscou – e alcançou – a compreensão imediata do público em relação às consequencias negativas do aquecimento global. Baseando-se em dados referentes à elevação do nível do mar, Mosher passou seis meses percorrendo algumas regiões de Nova York. Em suas mãos, um carrinho de cal para desenhar, no chão, uma linha contínua referente as áreas que, num futuro breve, devem ser inundadas pela água do mar. Com a intenção de atribuir visibilidade à obra também durante a noite, algumas dessas áreas receberam cilindros cheios d’água, individualmente iluminados.

cilindro

Completam a obra um site e um blog: enquanto o primeiro reúne informações científicas sobre o aquecimento global e relaciona uma série de comportamentos ecologicamente desejáveis, o segundo traz diversos relatos da artista, referentes aos seis meses de trabalho nas ruas de Nova York. Atualmente Mosher está envolvida no projeto Seeding the City, voltado à criação e à sinalização de telhados verdes em meio ao cinza que predomina na maioria das grandes cidades contemporâneas.

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One Response to “Eve Mosher e a High Water Line”

  1. 1 Alex

    Parece mais uma obra do greenpeace do que de uma artista. Nao que o greenpeace nao possa fazer uma obra de arte, mas eh que pessoalmente me irrita essas obras over-engajadas. O mundo ja esta cheio de ecologistas. As artes poderiam se ocupar com outros assuntos menos discutidos e menos ecologicos.


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